A atração ocorre nos primeiros minutos pois a mentira, o engano, a explicação, a rementir e o reengano não estão presentes apenas para contar a história mas também para envolver os personagens e o público no planejamento audacioso do roube das Nove Rainhas, uma coleção valiosíssima de selos.

Embora estreante, Fabian Bielinsky inventou uma fórmula novelesca que fez sucesso. Criou o que os argentinos já consideram como um dos melhores filmes de sua história. O longa tem na sua estrutura um roteiro robusto e inteligente, mas nada complexo. A história é compacta e divertida (afinal, bom humor é essencial mesmo nas tramas mais sherlockianas), mas o trunfo está na atuação excepcional do elenco em que são colocados no mesmo patamar os protagonistas e os coadjuvantes. Todos são essenciais para o encaminhamento perfeito da história.
É uma pena que não tenha sido escolhido para representar a Argentina no Oscar, pois certamente teria vencido. Foi merecidamente elogiado em todo o mundo e, especialmente, nos Estados Unidos e Espanha. Mel Gibson tentou comprar o roteiro mas quem levou, juntamente com George Clooney foi a Warner Bros. Uma pequeno êxito cinematográfico que valida de forma objetiva que a corrupção não é apenas uma questão de poucos especuladores, mas também nacionalmente.























